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A arte da
execução
Boas idéias não
geram resultados. É sua implementação com excelência que
define a alta performance
*Por Oscar Motomura
Estratégias brilhantes que
falham porque são mal executadas. Outras, nem tão originais,
que têm sucesso porque são implantadas com excelência e
velocidade.
Leis essenciais à sociedade,
muito bem concebidas, mas que chegam à fase de execução
completamente esvaziadas por centenas de emendas motivadas
por todo tipo de interesse. Outras, que seguem o caminho
inverso, chegam ao final bastante melhoradas.
Planos sofisticadamente
detalhados, com grande investimento de energia dos
principais executivos e técnicos da organização, mas que
fracassam porque têm sua execução "delegada" a equipes
despreparadas e pouco sintonizadas. Por outro lado, vemos
líderes-empreendedores que geram "rascunhos" de planos
feitos em guardanapos durante o almoço e, já à tarde,
começam a implantá-los com excepcional atenção a sutilezas e
grande velocidade.
Suponha que o presidente de
uma organização complexa e de grande porte tivesse recursos
e autonomia para montar seu "dream team". Qual seria a
composição ideal dessa equipe? Quantos presidentes
incluiriam uma porcentagem significativa de "fazedores"?
Quantos pensariam em assegurar que todos da equipe fossem
"faixas pretas" na arte da execução?
Como está sua organização na
arte da execução? Reflita sobre as questões abaixo…
A cultura vigente é de planos
e apresentações bem elaborados, mas de execução pobre?
A organização valoriza mais
quem planeja ou quem executa com excelência?
Há muita participação, diálogo
e idéias, mas poucas decisões e ações?
Os sistemas de avaliação e
reconhecimento atribuem mais valor a quem gera idéias? Ou
valorizam a energia e o entusiasmo no fazer acontecer?
A preparação de talentos está
focada no conceitual? Ou contempla a competência em
execução?
Chegam à liderança apenas os
bons "vendedores de idéias"? Ou, predominantemente, os bons
em implantação?
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Há
planos que fracassam porque são executados
por equipes despreparadas e com pouca
sintonia |
Líderes decidem e mandam fazer, sem se preocupar com a
excelência dos "meios e modos" de execução? Ou buscam
assegurar as melhores condições para uma implantação com
excelência?
Empresa dominada por
mantenedores e administradores do que existe? Ou por
empreendedores pesos pesados?
Empresa delegando todo tipo de
execução para empresas terceirizadas? Ou assegurando massa
crítica de implantadores excepcionais dentro de casa?
Decisões tomadas com grande
dificuldade, e freqüentemente questionadas, alteradas e até
abandonadas durante a execução? Ou isso seria falta grave na
cultura vigente?
Projetos atacados durante a
execução que não resistem e são descontinuados? Ou há a
devida proteção aos projetos em andamento?
Empresa na situação crônica de
começar muitos projetos e não terminá-los? Ou existe
processo que a "vacine" contra isso?
E aí…? Qual a sua idéia de "dream
team" após essas reflexões? E sua idéia de diversidade ideal
da equipe dos seus sonhos?
www.amana-key.com.br •
motomura@amana-key.com.br
*Oscar
Motomura, diretor geral da Amana-Key, empresa
especializada em inovações radicais em gestão.
Fonte:
Revista Época Negócios
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