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Os dilemas da
mudança
Queremos (mesmo)
resultados diferentes? Até que ponto pretendemos ir até o
fim na busca de inovações?
*Por Oscar Motomura
Empresas querem inovações, mas
não mudam o jeito predominantemente orcamentário-operacional
de planejar. Mesmo quando buscam trabalhar aspectos
estratégicos, o fazem de forma incrementalista, apenas para
melhorar estratégias vigentes. Poucas sistematicamente
questionam o que fazem e buscam recriar estratégias a partir
do zero.
Organizações governamentais
querem saltos de performance, mas o que conseguem, na
prática, é fazer mais do mesmo. Não se busca a reinvenção do
todo por meio de equações que vão ao núcleo das coisas.
Exemplo de equação em educação: em vez de acumular
conhecimento - que se torna obsoleto rapidamente -, como
seria possível assegurar o desenvolvimento de competências
duráveis, como a capacidade de pensar, se comunicar, se
relacionar, fazer acontecer? Como transcender a educação
restrita a salas de aula e integrá-la à vida real? Como
neutralizar tudo que no dia-a-dia "deseduca" crianças e
adultos? E assim por diante...
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O
maior sinal de insanidade é fazer a mesma
coisa, dia após dia, e esperar resultados
diferentes |
A sociedade brasileira quer um Congresso, um Executivo e um
Judiciário muito melhores, éticos, verdadeiros e eficazes.
Mas continua a fazer as coisas do mesmo jeito, com pouco
envolvimento e processos imperfeitos de escolha dos
representantes. Como reinventar o sistema, na direção de uma
descentralização extrema, mais coerente com os ideais
elevados da verdadeira democracia?
"O maior sinal de insanidade é
fazer a mesma coisa - dia após dia - e esperar resultados
diferentes." "Os maiores problemas que temos não poderão ser
resolvidos no mesmo estado de pensar que os criaram." Gosto
desses pensamentos atribuídos a Einstein. São estímulos à
coerência.
De que forma empresas,
governos e sociedade civil poderiam "fazer diferente"
baseados em jeitos de pensar distintos dos que, no passado,
criaram os desequilíbrios econômicos, sociais e ecológicos
que hoje queremos resolver?
De que forma líderes poderiam
se libertar de modelos mentais do passado e ajudar a
projetar suas organizações e a sociedade na direção de um
mundo mais equilibrado, justo, sustentável e pacífico? Por
meio de reeducação e mudança cultural?
Ou seria a busca de
diversidade o caminho mais pragmático de fazer com que os
problemas das organizações e da sociedade sejam trabalhados
por diferentes ângulos e formas de pensar?
"Já estamos fazendo isso" é o
que o leitor está pensando? Ótimo. Mas em que grau? Na
proporção requerida? Ou a diversidade ainda é muito tímida?
Só na base da pirâmide, mas não nas posições de poder? Num
nível ainda incompatível com a escala e a complexidade dos
desafios?
Como seria uma diversidade
360°, capaz de neutralizar todos os preconceitos e as
fragmentações existentes e que levasse a uma integração
máxima para resolver qualquer equação de forma até mais
abrangente e eficaz que Einstein?
Que tal debater essa questão
com seus amigos, colegas, outros líderes? Que tal detectar
situações do tipo "fazer igual e esperar resultados
diferentes" e buscar a causa da causa desses paradoxos? Mais
sobre diversidade em nosso próximo artigo.??
www.amana-key.com.br •
motomura@amana-key.com.br
*Oscar
Motomura, diretor geral da Amana-Key, empresa
especializada em inovações radicais em gestão.
Fonte:
Revista Época Negócios
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